Meus amigos especiais

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Parábola da Indecisão


A PARÁBOLA DA INDECISÃO

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus dem??nios e todos os humanos que
não servem a Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:
- Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!
Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?
Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
É porque o muro é MEU.

Reflexão: Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono.
Pense nisso!

Pedro 2:9 declara:
"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz."


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Trava-linguas

Tendo origem na cultura popular os trava-línguas são modalidades de parlendas, em prosas, versos, ou frases, ordenadas de tal forma que se torna difícil pronunciá-las sem tropeço ou sem travar a língua como o próprio nome diz. A articulação torna-se difícil porque deve ser pronunciada de forma rápida ou três vezes seguidas.
São ótimos recursos em sala de aula para serem utilizadas por professores com a intenção de trabalhar a consciência fonológica, melhora na dicção e leitura oral, devendo ter o cuidado de não expor alguma criança que possua dificuldades como gagueira ou outro problema de fala.
Os trava-línguas podem ser trabalhados de forma interdisciplinar:
  • Com a língua portuguesa, pode-se trabalhar a cultura popular coletando informações sobre folclore em sites, livros, revistas podendo inclusive pensar na elaboração de um livro da turma.
  • As diferenças entre r e rr podem ser discutidas a partir de trava-língus como:  A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha. bem como trabalhar outros fonemas ajudando na consciência fonológica.
  • Desenvolvimento da linguagem através dos fonemas, ritmo, pausa, gestos, entonação de voz.
  • Trabalhar a criatividade criando novos trava-línguas.



Texto: Escola é...

Atividade de Língua Portuguesa


Antônimos


NUNCA DESISTA

Nunca desista do que você ama, lute
Nunca desista do que você quer, ame
Permita-se desviar, recuar, fraquejar, cair até
mas nunca, nunca se dê por vencido totalmente

Você pode não obter o resultado que esperava

Pode não colher nenhuma recompensa
mas ainda assim aprenderá
e este aprendizado será sua força

Força para manter a base de seus pés como rocha firme ao vento

para segurar a semente do entusiasmo entre os dentes, mesmo em meio à tempestade
para saber buscar abrigo do perigo e conhecimento sobre os adversários
para resistir e voltar ao caminho, não importa o tamanho do desvio que você tomar eventualmente

Seja forte, torne-se um guerreiro

Imune à derrota e à vitória, sedento pelo sabor da batalha
Aprenda, caia, abra os olhos, reconheça
você é definido pela medida da sua capacidade de acreditar

Tenha fé, resista a tudo que pode te tirar do rumo

ouça mais a voz do seu peito e das estrelas do que os ruídos das outras pessoas
se tudo parecer perdido um dia, lembre-se de que sempre é possível recomeçar
lembre-se de que o Sol é invencível e mesmo nos dias nublados, brilha muito acima das nuvens

Nunca esqueça de você mesmo, de onde veio, quem você é

pode ser que a vida te dobre, mas não deixe que ela te quebre
seu corpo é fraco, sua mente pode ser confusa, mas seu espírito é indestrutível
se tudo em volta estiver frio e feio, guarde no fundo do peito a semente da chama dos seus sonhos

Na hora certa ela renascerá!


Tudo que parece impossível agora, pode já estar escrito

entenda o que a força do Universo quer de você, e ofereça o seu melhor a ela
mantenha a esperança, o amor e a coragem, faça transbordar energia do brilho dos seus olhos
é isto que faz da sua alma sagrada por ser humana, é este o mistério a decifrar 
(Desconheço o autor)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alfabeto do Aluno

Dez dicas para uma boa leitura

Texto: Mudanças

Substantivo

Texto: JESUS – O modelo dos Mestres



TEXTO:  JESUS – O MODELO DOS MESTRES

Ele era claro preciso, objetivo; o seu quadro negro era o chão, o giz, era seu próprio dedo usava como ilustração o que mais perto estava e à vista de todos: como uma árvore, a natureza, uma criança.
Tinha apenas duas turmas de alunos: os doze e a multidão, sua saIa de aula tinha por teto o céu e por bando a própria relva. Dava às vezes aulas particulares como à Samaritana, e a Nicodemos, dava aulas diurnas e noturnas, sempre estava pronto para ensinar.
Ensinava no mar e na terra firme, no monte ou em casa, no Templo ou caminhando.  O esboço de suas aulas estava em sua própria mente: preparava-o, preparando-se em oração ao Pai. Incansável Mestre, seu tempo de ensinar era sempre.

1)       Responda segundo o texto:
a)       Como era Jesus?
b)       Como ele ensinava as pessoas?
c)       Quem eram os seus alunos?
d)       Onde Jesus ensinava?

2) Faça o resumo das idéias principais do texto.

Texto: O gato e a barata

                   A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu – se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu – se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de suas aflição, do alto do copo.
-Gatinho, meu gatinho – pediu ela – , me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
- Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
- Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada.
- Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
- Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?

(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 8. ed. Rio de Janeiro, Nórdica, 1963. p. 15-6.) 

 Interpretação do texto

1- Quais as personagens das fábula?
2- O que aconteceu à barata?
3- O que fez ela, quando se viu presa dentro do corpo?
4- Segundo o autor, por que o vinho subiu logo à cabeça da barata?
5- Que faz o gato ao ver a aflição da barata?
6- Vendo – se salva, como age a barata?
7- Como reage quando o gato lhe cobra a promessa?
8- Explique a moral da fábula com suas palavras.
      9- Você concorda com a moral do texto? Justifique sua resposta, procurando ilustrá–la com um fato de que tenha tido conhecimento ou que tenha acontecimento com você.


RESPOSTAS:

1.     um gato doméstico e uma velha barata.

2.   começou a lambiscar o vinho deixando em um copo, ficou bêbada e caiu dentro do copo.

3.     Pediu auxílio ao gato, prometendo – lhe que se deixaria engolir logo que estivesse salva.

4.  Por causa da pequena distância que, nas baratas, vai de boca ao cérebro.

5.     não tem pena da infeliz e até se diverte com sua aflição.

6.     corre para um esconderijo, rindo do gato que acreditara na promessa de uma barata velha e bêbada.

7. Ela ri do gato que foi imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada.

8.   Sugestão: às vezes, para escapar de situações difíceis, é preciso mostrar – nos mais incapazes do que realmente somos.

9. Resposta Pessoal

Texto: Neologismo


Leia o texto abaixo para responder as questões  I a VII

NEOLOGISMO – Manuel Bandeira

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora
I)    De que maneira o poeta expressa a sua ternura? 
II)  Que verso justifica o fato do poeta escrever um poema curto, com economia e palavras?

III)  Segundo o autor, os meios para se manifestar ternura são:
(    ) falar muito                         (     ) beijar muito                     
(     ) inventar palavras           (     ) calar-se
IV) Que palavra o autor inventou para traduzir ternura:
(     ) intransitivo                                                  (     ) cotidiana
      (     ) teadorar                                                       (     ) Teodora
V) O autor inventa palavras traduzir ternura:
(     ) passageira e fugaz
(     ) leviana e interesseira
(     ) profunda e de todos os dias


VI) (PUC-PR) Leia o poema Neologismo, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa correta relativa à interpretação do texto.
 a) (       ) O poema traduz o sentimento de mundo caótico da poesia de  Manuel Bandeira.
b) (       ) Está presente no texto o conflito entre o eu-lírico e o mundo
c) (       ) O ritmo traduz, na quebra dos versos, a inquietude do poeta.
d) (       ) A invenção de palavras é recurso usado por pessoas que falam pouco.
e) (       ) Para expressar o sentimento com maior vigor é preciso inventar a palavra.
  
VII)  Por que o poeta diz que o verbo TEADORAR é intransitivo? O que é um verbo intransitivo?


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Dicas de interpretação de textos



Dicas de Interpretação de Textos

                           Não só os alunos afirmam gratuitamente que a interpretação depende de cada um. Na realidade isto é para fugir a um problema que não é de difícil solução por meio de sofisma (=argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má fé por parte de quem o apresenta).
Podemos tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte: 
 
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende idéias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele"). Ex.: Ele morreu faminto. - faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. 
 
Nota: Diante do que foi dito, espero que você mude o modo de pensar, pois a interpretação não depende de cada um, mas, sim, do que está escrito. "O que está escrito, escrito está."

sábado, 18 de setembro de 2010

Texto: Folha em Branco

 Folha em Branco

Certo dia eu estava aplicando uma prova, os alunos em silêncio tentavam responder às perguntas com uma certa ansiedade.
Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, se dirigiu a mim e disse:
- Professor, pode me dar uma folha em branco?
Levei a folha até sua carteira e perguntei por que queria mais uma folha em branco.
Ele respondeu:
- Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele. Aquela sua atitude causou-me simpatia.
 
Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que Deus lhe deu até agora, e só tem feito rabisco, confusões, tentativas frustradas e uma confusão danada... Acho que, agora, seria um bom momento para se pedir a Deus uma folha em branco; uma nova oportunidade para ser feliz
Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que dermos aos ensinamentos do professor nosso Deus.
 
Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc...
Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10 (dez), ser o melhor, preocupe-se apenas em ter uma simpatia do Mestre.
Ele está mais interessado em quem pede ajuda, portanto, só depende de você.
Acho que agora, seria um bom momento para se pedir a Deus uma folha em branco.

Que o Senhor te abençoe, guarde a tua vida e te dê a Paz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Grandes Palavras da Língua Portuguesa

 Grandes Palavras da Língua Portuguesa

Nenhuma palavra é criada por um falante da Língua Portuguesa com a quantidade de letras, como as que aparecem abaixo. O normal é que surjam pequenas, como um núcleo, e, à medida que um especialista precisa denominar as coisas ou as idéias, vai acrescentando novas formas, uma ao lado da outra, chamadas de radicais, prefixos e sufixos, como foi acrescentado ao núcleo pneumo (relativo a pulmão), constitucion (relativo a leis), oftalmo (relativo a olho) etc. Podemos dizer que são palavras construídas por especialistas, ou termos técnicos e científicos, que fazem parte de terminologias especializadas.
Os termos seguintes são considerados grandes palavras da Língua Portuguesa, mas não podemos nos esquecer de que, na construção delas, as formas são retiradas do latim e do grego e já estão incorporadas ao português.
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico – nada mais é do que o indivíduo acometido pela doença pulmonar chamada de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose ou pneumoconiose.
Total de letras: 46
Anticonstitucionalissimamente – advérbio que descreve algo que é feito contra os princípios da Constituição.
Total de letras: 29
Oftalmotorrinolaringologista – médico especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
Total de letras: 28
Inconstitucionalissimamente – advérbio sinônimo de anticonstitucionalissimamente.
Total de letras: 27
Etilenodiaminotetracetico – ácido conhecido como poderoso reagente.
Total de letras: 25
Metilcloroisotiazolinona – é um conservante químico usado em vários produtos da indústria farmacêutica e de alimentos.
Total de letras: 24
Eletroencefalograma – é um exame usado para o diagnóstico e acompanhamento de várias doenças do sistema nervoso.
Total de letras: 19
Ceratoconjuntivite – tipo de inflamação na córnea.
Total de letras: 18
Sugestionabilidade – é uma qualidade psicológica que define a disposição de alguém para receber uma idéia e ser por ela influenciado.
Total de letras: 18
Paralelepípedo – é um prisma cuja base é um paralelogramo.
Total de letras: 14


CURIOSIDADES



 CURIOSIDADES LITERÁRIAS

O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.

O escritor Pedro Nova parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.

Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.

Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.

Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. "Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra."

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos. Foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.

Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.
Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para agüentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.

José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.
Rodaram o videoteipe para confirmar a validade de um lance contra o seu Fluminense. Foi unanimidade: pênalti claro. Nelson Rodrigues gritou: "Câmera em mim! Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para ele. O videoteipe é burro! E é só o que tenho a dizer."

Para agradar ao poeta, Chico Buarque "escalou" um jogador do Náutico na Seleção Brasileira, de brincadeirinha. João Cabral de Melo Neto agradeceu a homenagem, com uma ressalva: "Meu time é o América do Recife".

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.


http://www.alcioneideoliveira.pro.br/LITERATURA_CURIOSIDADES_LITERARIAS.htm

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Revista Veja


  Estou postando essa informação porque acredito ser importante para nós brasileiros tomarmos conhecimento e acessar a qualquer momento todas as notícias publicadas pela REVISTA VEJA desde a sua primeira edição.
Através do Link abaixo, você terá acesso a todas as revistas VEJA, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos. Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas.
A REVISTA VEJA está completando 40 anos  editadas pela Abril nesses últimos 40 anos. Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas.

É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa. Todas as edições de VEJA poderão ser consultadas na íntegra na web. A revista VEJA abre todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet.

Todas as edições poderão ser consultadas na íntegra em formato digital no endereço.
http://veja.abril.com.br/acervodigital/



A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.

O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.

O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.

Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.

Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.

Boa consulta

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Filtro solar (Pedro Bial) edição Miguel Ribeiro

Palavras ao Vento - Pedro Bial


Palavras ao Vento
Composição: Adriana Falcão

A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso!  Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...

Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.

Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar parabéns pra você e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".

Com D, se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.

E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...

F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.

A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.

Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do  dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.

O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.

J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.

L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.

M de "madrugada", quando vivem os sonhos...

N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.

O de "óbvio", não precisa explicar...

P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.

Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.

E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.

S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.

T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... de "tanto", um muito que até ficou tonto... de "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.

U de "ui", um ài" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.

E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.

Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.